Todos unidos para salvar vidas e fortalecer ainda mais o movimento municipalista no maior encontro anual de gestores da América Latina. A programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios terá uma homenagem às prefeituras participantes da iniciativa denominada Municípios Doadores, projeto encabeçado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pelo Movimento Mulheres Municipalistas (MMM). A edição deste ano será realizada entre os dias 18 e 21 de maio na capital federal.
Criado para aumentar os estoques de sangue nos hemocentros das cidades brasileiras, a Rede de Municípios Doadores é um importante projeto coordenado pelo MMM que prevê ações para conscientizar a população sobre a importância da doação e manutenção dos bancos de sangue no país. O projeto foi reativado pelo MMM na edição da Marcha de 2025 diante das necessidades identificadas para aumentar os estoques nos Municípios. A prefeitura que faz a adesão é orientada a realizar campanhas municipais destinadas à conscientização como forma de estimular a população, articular atuação com os hemocentros e garantir o transporte do doador.
Durante o painel da XXVII Marcha, previsto para ser realizado no dia 20 de maio, os gestores de Municípios participantes do projeto irão receber o Prêmio Municípios Doadores, uma homenagem da Confederação e do MMM pelo engajamento dos representantes na causa tão nobre. “Será um grande momento para reconhecer o trabalho de cada prefeita, prefeito e de agentes municipais que atuam diariamente nesse projeto. É muito importante que outros Municípios também participem e vamos trazer mais detalhes na Marcha. Já deixo o convite para esse momento tão especial”, destaca a presidente do MMM, Tania Ziulkoski.
A preocupação do movimento municipalista com os baixos estoques de sangue nas cidades brasileiras tem uma razão: a doação no país fica muito aquém do que é considerado como mínimo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, apenas 1,8% da população tem o hábito de doar sangue regularmente. Em países de primeiro mundo, o índice fica entre 3% e 5%, seguindo o percentual mínimo recomendado pela OMS.
Por: Allan Oliveira
Da Agência CNM de Notícias